As manifestações pela soberania do 7 de Setembro mobilizaram milhares de pessoas em 72 cidades, entre elas, 26 capitais de estados do país, incluindo o Distrito Federal (DF). Apenas o estado do Amapá não registrou manifestações.

Os atos, organizados pelos partidos da frente democrática, movimentos sociais e centrais sindicais, reforçaram que a data deve ser lembrada como símbolo de soberania, justiça social e democracia — e denunciaram a impunidade de quem organizou a tentativa de golpe, e orquestração do assassinato do presidente Lula, do vice Alckmin e do ministro Alexandre Moraes.
“A nossa frente democrática mostrou que sua bandeira é o Brasil e que sua prioridade é o povo brasileiro. Em todos os cantos do país, o recado foi claro: o povo reafirmou que não aceita interferência nas nossas instituições e que a soberania é condição indispensável para que possamos reforçar ainda mais nossa democracia e avançar na justiça social”, afirmou o Presidente Nacional do PT, Edinho Silva.
Edinho esteve no ato realizado na Praça da República, em São Paulo (SP). Em sua fala, destacou que a pauta da anistia a golpistas é antidemocrática e representa um incentivo a novos ataques contra a democracia, “toda vez que alguém perder a eleição se sentirá no direito de organizar um golpe para que a vontade popular não prevaleça, e ainda terá o direito de organizar o assassinato dos vitoriosos, isso é muito grave. Quem defende a anistia está defendendo assassinos”, declarou Edinho.
“Quero dizer a vocês que não podemos sair das ruas, não podemos recuar. Pois nossa vitória é a vitória de um Brasil justo e democrático”, afirmou.
Durante as manifestações, lideranças políticas e sociais defenderam as pautas do governo Lula para diminuir a desigualdade social e trazer dignidade ao povo brasileiro.
Entre elas, a urgência da correção das distorções no sistema tributário, com isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil por mês e redução da alíquota para quem recebe até R$ 7 mil.
Outras pautas defendidas pelos partidos e movimentos democráticos foram: a taxação dos super-ricos, que historicamente pagam menos impostos, além de medidas para garantir mais qualidade de vida ao trabalhador, como a redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6×1.
